Resenha: “Ender’s Game- O Jogo do Exterminador” de Orson Scott Card

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Ender’s Games- O Jogo do Exterminador

Orson Scott Card

               

             Imagine que o mundo fez um acordo em que crianças de diferentes países são recrutadas para uma organização espacial que luta para exterminar uma espécie de alienígena. Essas crianças são observadas a todo o momento nas escolas, pois suas habilidades poderiam ser uteis para dar fim à ameaça extraterrestre que tanto assustava as pessoas. E entre todas as crianças ao redor do mundo uma teve um destaque especial, Ender Wiggin.

 

             Oriundo de uma família grande, comparada com as demais famílias, Ender sempre foi alvo de piadas, já que ele era o terceiro filho da família, coisa que dificilmente acontecia, pois aqueles que desejassem ter mais de dois filhos, sempre acabavam sofrendo algum tipo de restrição por parte do governo. A família Wiggin, entretanto, foi uma exceção à regra, recebeu autorização do próprio governo para ter mais de dois filhos.

 

             Ender era irmão de Valentine e Peter. Peter era o mais velho dos três, mas diferente do perfil responsável, que os irmãos mais velhos costumam ter, Peter era totalmente o oposto. O garoto era arrogante, violento e, por vezes, agredia seu irmão mais novo. Ele odiava Ender, isso porque o menino aparentava ser uma promessa, Peter não aceitava tal situação. Entre Peter e Ender estava Valentine, uma menina amável, inteligente que, diferente do seu irmão Peter, amava a Ender. Uma das habilidades de Valentine era a persuasão, pois sempre que havia uma discussão Valentine saía vitoriosa, obtendo sempre aquilo que desejava.   

 

 

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            Ender, porém, parece ser uma mistura de seus dois irmãos. O menino é centrado e inteligente, uma das fortes características de sua irmã, porém o garoto também tinha seus momentos de fúrias, assim como Peter. Ender martirizava-se em saber que às vezes era igual ao seu irmão, chegando ao ponto de até matar uma pessoa, mesmo sem ter a intenção. E era por isso que o menino era especial. A questão não era se ele espancava ou matava alguém, e sim porque motivo ele o fez. Ele conseguia entender o que seus inimigos pensavam, e quando fazia tal coisa os destruía e estranhamente também os amava. Ender sofria com as vidas que eram ceifadas pelas suas mãos, sofria ainda mais por toda a pressão psicológica que seus lideres colocavam em seu ombro, fazendo com que as outras crianças o vissem como um inimigo.

 

            Ao longo da narrativa observa-se o desenvolvimento do personagem que, mesmo sendo uma criança, demonstra um perfil completo sobre liderança e estratégias no campo de batalha, chegando a travar a grande batalha esperada por toda humanidade.

 

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