Resenha: “Dons” de Luiz Gustavo

a-ordem

 

DONS

O PODER DESPERTADO

 

Se você é um amante da física, assim como eu, já deve ter ouvido falar nas possibilidades de existirem universos paralelos. Universos que se derivaram do nosso, e que seriam derivados por outros universos, contendo vários mundos. Muito louco, não é? Pior seria ouvir que é possível viajar entre esses mundos em um piscar de olhos, ou dizer que um grupo de pessoas possuem habilidades e poderes para fazer tal coisa, mais estranho ainda, seria saber que eles são os guardiões do universo e têm a responsabilidade de manter o equilíbrio entre os planetas. Pois é, meu amigo, esse é o mundo do livro “Dons”, o primeiro da trilogia “A Ordem”.

 

Escrito por Luiz Gustavo, “Dons” conta a estória de Sofia, uma jovem de 18 anos, que teve seus pais assassinados, ainda quando era criança. Sofia foi adotada por uma senhora que ela carinhosamente chamava de “vovó”. Fascinada com as teorias que estudava na escola, sobre universos paralelos, Sofia sempre foi alvo de piadinhas. Ela era sozinha, as pessoas, por algum motivo, não se socializavam com Sofia, como se sua presença não tivesse importância. Ela sofria com isso, embora tivesse sua avó, que a amava mais que tudo, ela precisava de alguém para se relacionar fora de casa, é quando Sofia conhece Arthur.

 

Arthur era muito parecido com ela. Ele também era sozinho, não tinha amigos, era órfão e trabalhava em uma farmácia, local onde conheceu a bela jovem. Porém, às vezes o rapaz demonstrava um comportamento estranho, agia de forma diferente, Sofia, por sua vez, nunca tinha reparado isso em Arthur, ela era ingênua demais. Ao longo da narrativa outras pessoas aparecem como Ana, que acaba se tornando uma grande amiga de Sofia e também Samuel, um homem muito simpático, que assim como Ana, escondia um grande segredo, eles faziam parte de um grupo de pessoas com dons especiais, e Sofia, mesmo sem saber era uma dessas pessoas com habilidades fantásticas.

 

Entretanto, Samuel não era o único interessado na garota, havia outras pessoas que também desejavam se aproveitar do poder de Sofia, ou simplesmente destruí-la, já que a menina poderia ser uma pedra no caminho deles.

 

Embora eu tenha achado muito interessante o modo como o autor trata essa relação de “universos paralelos”, pois é um tema muito difícil de ser trabalhado, algumas coisas do livro não me agradaram. A primeira é que a estória é contada de modo muito rápido e sem muito detalhes, em um capítulo acontecem muitas coisas, o que me deixou um pouco perdido. Outra coisa que não gostei foi o jeito com que os personagens são descritos, em alguma partes, pois o autor usa expressões um pouco batidas para descrevê-los, como: “Olhos negros como à noite”, isso irrita às vezes. Mas o que me deixou irritado de verdade foi a ingenuidade da personagem principal, para uma pessoa com 18 anos, Sofia é muito boba, caindo pegadinhas que nem mesmo crianças cairiam, acho que deveria ser trabalhado melhor.

 

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